28 de setembro de 2026

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Possível veto dos Estados Unidos à exportação de diesel coloca importadores brasileiros em alerta

Medida em avaliação pelo governo norte-americano busca conter preços internos antes das eleições legislativas

Por Redação Diário2 min de leitura
Possível veto dos Estados Unidos à exportação de diesel coloca importadores brasileiros em alerta

Uma eventual trava nos embarques norte-americanos pode pressionar os custos do transporte de cargas e das frotas de ônibus no estado de São Paulo.

A possibilidade de o governo dos Estados Unidos restringir as exportações de diesel gerou apreensão entre as empresas privadas de importação que atuam no Brasil. O plano em análise pela gestão do presidente Donald Trump prevê uma trava de 90 dias nos embarques externos para conter os valores praticados nas bombas norte-americanas, a poucas semanas das eleições de meio de mandato que definirão as cadeiras da Câmara e parte do Senado no país.

Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), um bloqueio formal tornaria as operações do setor no mercado brasileiro extremamente difíceis, com risco de interrupção nas atividades. Em setembro, cerca de 80% de todo o diesel que o Brasil comprou no exterior teve origem em refinarias norte-americanas.

O mercado brasileiro apresenta dependência contínua do fornecimento externo, que responde por uma fatia entre 25% e 30% do consumo nacional de diesel. Ao longo de 2026, os Estados Unidos representaram cerca de um terço das importações do insumo, ficando atrás somente da Rússia. Os russos, contudo, diminuíram as vendas externas a partir de julho, na esteira de ataques ucranianos que atingiram refinarias locais.

O aperto no abastecimento coincide com o início do plantio da safra agrícola de verão, época em que o maquinário do agronegócio e a malha de caminhões elevam substancialmente o uso de combustível. Ao mesmo tempo, a cotação internacional do barril de petróleo Brent ultrapassou os US$ 100 diante da escalada das tensões entre o governo dos Estados Unidos e o Irã.

Em caso de corte do fornecimento privado, a Petrobras é apontada como a alternativa imediata para equilibrar o mercado. No entanto, a capacidade de resposta da empresa pública esbarra no limite operacional de suas refinarias, que já trabalham próximas do teto, exigindo que a própria estatal também recorra a compras no mercado externo.

A redação vai acompanhar se a Casa Branca formalizará o decreto de suspensão das exportações e quais medidas de contingência serão adotadas pelo Ministério de Minas e Energia e pela Petrobras para assegurar o abastecimento em São Paulo e nas demais regiões do país.

Fontes

Importadores veem risco às operações se EUA proibirem exportação de diesel (Poder360)primária(24/09/2026)

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