29 de setembro de 2026

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Revista The Economist critica polarização entre Lula e Flávio e aponta ideias de Renan Santos

Publicação britânica avalia que disputa entre PT e PL trava reformas fiscais e aponta candidato do Missão como alternativa programática

Por Redação Diário2 min de leitura
Revista The Economist critica polarização entre Lula e Flávio e aponta ideias de Renan Santos

Os rumos da política fiscal e das taxas de juros federais afetam diretamente a atividade econômica e o orçamento do estado de São Paulo.

A revista britânica The Economist publicou editorial nesta quinta-feira (24) no qual afirma que o Brasil corre o risco de estagnar ao concentrar a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a publicação internacional, a escolha entre os dois principais nomes das pesquisas eleitorais representa um distanciamento do país em relação a reformas econômicas indispensáveis, em especial a contenção de gastos públicos.

Na avaliação do semanário, o postulante com formulações mais adequadas ao atual cenário fiscal é Renan Santos, do partido Missão. A publicação classifica o candidato como um libertário focado em ajustes orçamentários e mudanças estruturais profundas. Contudo, o texto ressalva que nem ele nem outras candidaturas de fora do establishment tradicional demonstraram viabilidade política para confrontar o peso das estruturas partidárias de petistas e liberais.

Entre os pontos do programa de Renan Santos listados pelo veículo figuram a reestruturação ampla do programa Bolsa Família, o encerramento da política de cotas nas universidades federais e no funcionalismo, alterações no pacto federativo de repasses aos estados e a polêmica defesa do desenvolvimento de um artefato atômico nacional. Após a circulação da análise, o candidato gravou vídeo declarando que a publicação internacional expressou diagnósticos que o debate interno costuma evitar.

Ao examinar os líderes das pesquisas, a revista direcionou críticas à gestão de Lula pelo baixo ímpeto em controlar despesas e por declarações anteriores minimizando metas fiscais. Em relação a Flávio Bolsonaro, o texto censurou posturas sobre mudanças climáticas e o sistema de votação, além de destacar a promessa de conceder perdão judicial a Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos de prisão por conspiração de golpe de Estado. O periódico também criticou a rigidez do Orçamento da União, que tem mais de 90% das verbas travadas em despesas impositivas.

Para o eleitorado e a economia de São Paulo, o equilíbrio fiscal e a trajetória da dívida pública federal discutidos pelo periódico têm reflexo direto sobre taxas de juros, atração de investimentos produtivos e a distribuição de recursos da União para investimentos em infraestrutura estadual.

A redação do Diário SP vai acompanhar a repercussão formal das manifestações nas equipes de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, bem como o avanço das apurações do cenário eleitoral nos órgãos oficiais da Justiça Eleitoral.

Fontes

Entre Lula e Flávio, Brasil dá as costas ao futuro, e Renan é candidato mais adequado, diz The Economist (Folha · Poder)primária(24/09/2026)

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