29 de setembro de 2026

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Eleições · PresidênciaAlegação não julgada

Defesa de Flávio Bolsonaro aciona MPE contra servidor da Secom por publicações

Secretaria considera conduta inadequada em rede social, mas rebate pedido de prisão preventiva feito pela campanha

Por Redação Diário1 min de leitura
Defesa de Flávio Bolsonaro aciona MPE contra servidor da Secom por publicações

O caso envolve acusações de desinformação durante a campanha eleitoral e pedido de medidas cautelares ao Ministério Público.

A defesa do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, George Marques. O pedido inclui a solicitação de prisão preventiva do servidor federal em razão do compartilhamento de conteúdos com desinformação.

De acordo com os advogados da campanha, o servidor repostou publicações que afirmavam falsamente que o parlamentar pretendia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A representação se fundamenta no artigo 323 do Código Eleitoral, dispositivo que tipifica a divulgação de fatos inverídicos sobre postulantes a cargos públicos durante a corrida eleitoral, sob o argumento de que o ato de compartilhar equivale a divulgar.

Em resposta ao episódio, a Secom declarou considerar inadequada a postura do integrante de sua equipe ao utilizar conta privada de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais. Contudo, a pasta pontuou que o governo federal repudia o pedido de prisão, classificando a medida pleiteada pela campanha como injusta e arbitrária.

O órgão informou ainda que a manifestação de George Marques ocorreu em perfil particular, fora do expediente de trabalho e por meio de equipamento próprio, sem relação com a comunicação oficial da Presidência, a qual assegura seguir a legislação eleitoral vigente. O servidor afirmou que não concorda com o teor da mensagem e que, caso tenha feito a republicação, o ato se deu por engano.

A redação do Diário SP vai acompanhar o encaminhamento da notícia-crime pelo Ministério Público Eleitoral e as eventuais decisões judiciais decorrentes do pedido da defesa do candidato.

O outro lado

Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.

George Marques— Respondeu em 26 de setembro de 2026

Disse que não concorda com mensagens de desinformação, declarou não se lembrar de ter republicado os conteúdos e afirmou que, se o fez, ocorreu por engano.

Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)— Respondeu em 26 de setembro de 2026

Considerou inadequado o uso de perfis pessoais que gerem confusão com atos institucionais, ressaltou que a postagem ocorreu fora do expediente e sem vínculo oficial, e classificou o pedido de prisão como arbitrário e infundado.

Fontes

Funcionário estimulou fake news em “perfil pessoal”, diz Planalto (Poder360)primária(26/09/2026)

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