Candidatos ao Senado por SP discutem crime organizado, serviços públicos e relação entre Poderes
Encontro reuniu quatro postulantes ao Congresso Nacional; dois concorrentes que haviam confirmado presença faltaram

A composição do Senado define os rumos da fiscalização federal e os investimentos destinados aos municípios paulistas.
Quatro concorrentes às duas vagas paulistas no Senado participaram de um debate na capital paulista nesta sexta-feira (25). Estiveram presentes Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). Os candidatos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) haviam confirmado presença previamente, mas anunciaram que não compareceriam ao encontro e tiveram seus lugares mantidos vazios.
A pauta ambiental abriu a discussão com propostas voltadas à infraestrutura urbana e proteção das águas. Marina Silva defendeu investimentos federais em encostas e drenagem para 177 municípios paulistas considerados vulneráveis a desastres climáticos. Soninha Francine sugeriu projetos de recomposição de nascentes e combate à ocupação irregular de margens de rios, enquanto Geraldo Rufino destacou a falta de saneamento básico e o índice de esgoto não tratado na região do Alto Tietê. Tebet defendeu a revisão dos contratos de concessão da Enel e da Sabesp para assegurar qualidade no atendimento.
O enfrentamento às facções criminosas gerou declarações contundentes. Tebet apontou suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da Prefeitura de São Paulo e em estruturas da Segurança Pública estadual, alertando para a necessidade de impedir o avanço de milícias. Marina defendeu a asfixia financeira e a desarticulação de empresas ligadas ao crime, Soninha cobrou integração de inteligência contra a corrupção de servidores públicos e Rufino pediu presença estatal nas periferias para evitar o aliciamento de jovens.
No bloco sobre as relações institucionais, os participantes abordaram o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Tebet defendeu reformas que incluam idade mínima, mandato por prazo fixo e paridade de gênero no Supremo Tribunal Federal, além de criticar vencimentos acima do teto e pregar a contenção de gastos com emendas parlamentares. Soninha condenou o uso de votações no Congresso como moeda de troca por cargos e recursos da União, além de criticar atuações de teor político por parte de magistrados.
A redação do Diário SP aguarda posicionamento dos órgãos citados a respeito das suspeitas de infiltração criminosa levantadas no debate e continuará acompanhando as agendas dos candidatos ao Senado no estado.
O outro lado
Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.
Prefeitura de São Paulo— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Guilherme Derrite— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Secretaria da Segurança Pública de São Paulo— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Fontes
No g1, candidatos ao Senado por SP discutem infiltração do crime organizado, anomalias nas relações entre Poderes e emendas parlamentares (g1 São Paulo)primária(25/09/2026)
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