29 de setembro de 2026

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MP denuncia dono de bar e fornecedor por bebida adulterada com metanol que cegou cliente

Laudo pericial encontrou concentrações de até 40,9% do composto tóxico em garrafas apreendidas no comércio em Guarulhos

Por Redação Diário1 min de leitura
MP denuncia dono de bar e fornecedor por bebida adulterada com metanol que cegou cliente

O caso alerta para o risco do comércio de bebidas clandestinas sem nota fiscal e os impactos na saúde pública na Região Metropolitana.

A 16ª Promotoria de Justiça de Guarulhos denunciou o proprietário de um bar e um fornecedor pela comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O caso envolve a intoxicação de Cláudio Crespi, que consumiu vodca no estabelecimento Budega Acopiara em 27 de setembro de 2025 e sofreu a perda definitiva da visão, conforme atestado em laudo pericial.

De acordo com a denúncia, o comerciante João Otávio Carlos Olinda adquiria produtos sem nota fiscal para obter preços mais baixos. Já Gilmar Silva dos Santos, apontado como distribuidor, afirmou em depoimento policial que adquiriu as garrafas com rótulo de marca conhecida junto a desconhecidos nas proximidades do Mercado Municipal de São Paulo.

Em operação realizada em outubro de 2025, a polícia recolheu garrafas no bar onde a vítima esteve. Os exames periciais constataram que oito amostras continham metanol em níveis que variavam de 34,6% a 40,9%, índice considerado totalmente impróprio para consumo humano e letal. A vítima precisou ser entubada na UPA da Vila Maria e recebeu etanol por sonda, procedimento emergencial indicado pelo Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) para conter a ação do veneno.

O Ministério Público denunciou Olinda por lesão corporal culposa e comércio de produto adulterado ou nocivo à saúde, enquanto Santos foi acusado de distribuição e entrega de mercadoria adulterada para consumo. Por se tratar de acusação formal sem julgamento concluído, vigora o princípio constitucional de presunção de inocência até sentença definitiva.

A redação acompanha a manifestação do Poder Judiciário sobre o recebimento da peça acusatória e aguarda retorno das defesas dos citados para atualizar o processo.

O outro lado

Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.

João Otávio Carlos Olinda— Procurado, não respondeu

Procurado, o comerciante não enviou resposta aos questionamentos até o fechamento.

Gilmar Silva dos Santos— Procurado, não respondeu

O fornecedor não foi localizado e não se manifestou formalmente até o momento.

Fontes

MP denuncia dono de bar e fornecedor por bebida com metanol que deixou homem cego em SP; vodca russa foi usada como antídoto (g1 São Paulo)primária(25/09/2026)

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