Justiça torna réus sete acusados por esquema de receptação e revenda de celulares em SP
Ministério Público pede quase R$ 90 milhões em indenização e aponta movimentação de R$ 60 milhões em empresas do grupo.

A investigação atinge o circuito de desbloqueio e venda ilegal de aparelhos no centro da capital paulista.
A Justiça de São Paulo acolheu denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus sete homens e mulheres acusados de integrar uma rede dedicada à receptação, desbloqueio e comercialização de aparelhos roubados e furtados. O caso tem origem na Operação Frankmobile, deflagrada no início de setembro, que incluiu pedidos de prisão preventiva. Por se tratar de processo em fase inicial, todos os citados têm direito à presunção de inocência.
Passaram à condição de réus Hugo Araújo Cavalcante, Amine Awada, Henrique Paschoalino Siqueira, Mohamad Abdul Hassan Rkain, Gleice Santos de Matos, Marcelo Lopes da Silva e José Carlos Nobre Modena. Todos respondem por organização criminosa. A acusação formal também imputa falsidade ideológica a três deles e receptação qualificada a outros dois. Além da responsabilização criminal, os promotores pedem que os envolvidos paguem cerca de R$ 90 milhões por danos morais coletivos.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema era estruturado em quatro etapas coordenadas: os furtos e roubos nas ruas; a receptação primária com tentativas de violação de dados e contas bancárias; o desbloqueio técnico com alteração de IMEI e substituição de peças; e a recolocação dos aparelhos no mercado com aparência de legalidade, inclusive por plataformas digitais e com emissão de notas fiscais falsas.
A Promotoria aponta Hugo Araújo Cavalcante como operador central do reprocessamento e da venda. Ele atuava por meio de pessoas jurídicas como a Rennova Store e a TR Cell, abertas em nome de parentes. Relatórios de inteligência financeira ligados ao Coaf indicaram que essas duas companhias movimentaram juntas mais de R$ 60 milhões, volume considerado incompatível com o porte formal declarado.
Em outro núcleo da apuração, Amine Awada e Henrique Paschoalino Siqueira são formalmente acusados de receber um smartphone furtado na loja Casa do Celular SP, localizada na Rua Santa Ifigênia, cientes da procedência ilícita do bem. O Ministério Público informou que a denúncia apresentada é parcial e que outros investigados continuam sob apuração.
A redação busca contato com as defesas dos sete réus para obter seus posicionamentos e vai acompanhar a tramitação do processo na Justiça paulista.
O outro lado
Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.
Hugo Araújo Cavalcante— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Amine Awada— Resposta solicitada
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Henrique Paschoalino Siqueira— Resposta solicitada
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Mohamad Abdul Hassan Rkain— Resposta solicitada
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Gleice Santos de Matos— Resposta solicitada
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Marcelo Lopes da Silva— Resposta solicitada
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José Carlos Nobre Modena— Resposta solicitada
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Fontes
Justiça torna réus 7 acusados de integrar esquema de receptação e revenda de celulares roubados em SP (g1 São Paulo)primária(24/09/2026)
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