28 de setembro de 2026

Diário SP

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Gaeco mira executivos do setor financeiro em operação contra lavagem de dinheiro em combustíveis

Terceira fase da Operação Carbono Oculto cumpre mandados em sete estados para apurar compra da distribuidora Terrana

Por Redação Diário2 min de leitura
Gaeco mira executivos do setor financeiro em operação contra lavagem de dinheiro em combustíveis

A ação investiga o uso de fundos de investimento e empresas de fachada no setor de combustíveis que opera em território paulista.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou a terceira etapa da Operação Carbono Oculto. A investida apura crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro vinculados ao comércio de combustíveis e à compra da distribuidora Terrana (Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda.). Como os fatos ainda estão em fase de apuração judicial, vigora para todos os investigados o princípio constitucional da presunção de inocência.

As ordens de busca e apreensão partiram da 2ª Vara Criminal de Catanduva e foram direcionadas a endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. A ação conta com o suporte das polícias Civil e Militar, além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Secretaria da Fazenda e Planejamento paulista.

Segundo o Gaeco, os investigados teriam construído uma teia societária e financeira para assumir o controle da distribuidora e ocultar patrimônio. O arranjo envolveu a abertura de fundos de investimento — como Radford, Derby 44 e Los Angeles 01 — e de empresas como Berna Holdings e Branson Holdings pouco antes da aquisição da Terrana. A apuração sustenta que a liderança da estrutura caberia a Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, embora eles não constem na lista de alvos de mandados desta fase.

Entre as pessoas que tiveram buscas autorizadas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, seus irmãos André e Bruno Tupinambá, e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos. Conforme o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões circularam por meio de contas de passagem de firmas como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi antes de atingirem as estruturas ligadas à compra da distribuidora.

Os elementos que sustentam a fase atual reúnem comunicações extraídas de aparelhos telefônicos apreendidos anteriormente, relatórios de inteligência financeira do Coaf, registros bancários e dados prestados pelo Banco Genial. O material indica a provável atuação de pessoas interpostas para ocultar os reais donos dos negócios.

A redação do Diário SP busca contato com as defesas de todos os investigados citados e acompanha o envio de esclarecimentos por parte das instituições e empresas mencionadas no inquérito em Catanduva.

O outro lado

Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.

Humberto Arthur Tupinambá Neto— Resposta solicitada

Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.

André Tupinambá— Resposta solicitada

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Bruno Tupinambá— Resposta solicitada

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Banco Genial— Resposta solicitada

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Antonio Carlos Freixo Junior— Resposta solicitada

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Roberto Augusto Leme da Silva— Resposta solicitada

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Mohamad Hussein Mourad— Resposta solicitada

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Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda. (Terrana)— Resposta solicitada

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Fontes

Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto (g1 São Paulo)primária(24/09/2026)

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