TST decide que greve dos Correios não é abusiva e determina compensação de dias
Julgamento de dissídio coletivo analisou paralisação nacional motivada por divergências no plano de saúde

Decisão atinge serviços postais em todo o país e orienta a regularização do fluxo de entregas em São Paulo.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (24) que a greve nacional deflagrada pelos funcionários dos Correios não é abusiva. Os ministros da Corte também definiram que a categoria deverá compensar os dias em que esteve de braços cruzados.
A paralisação teve início em 10 de setembro após o fracasso das negociações entre a empresa estatal e os representantes dos empregados para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027. O principal ponto de discordância entre as partes é a proposta da companhia de alterar o modelo de custeio do plano CorreiosSaúde, o que gerou resistência dos funcionários pelo receio de alta de custos para trabalhadores ativos, dependentes e aposentados.
Diante do impasse, a diretoria dos Correios ajuizou pedido de dissídio coletivo no TST em 11 de setembro, requerendo o encerramento do movimento. A direção da estatal defendeu que ofereceu a preservação de 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente e a reposição total da inflação medida pelo INPC sobre salários e benefícios, buscando equilibrar garantias da categoria e a recuperação financeira da empresa. Em contrapartida, a Findect orientou a manutenção da mobilização.
A análise do dissídio havia começado em 21 de setembro, mas o presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, adiou o julgamento para assegurar o direito à ampla defesa. O ministro apontou que os Correios juntaram documentos aos autos em 18 de setembro à noite, sem tempo hábil de análise pela representação dos trabalhadores, abrindo prazo de 48 horas para manifestação da defesa antes da decisão desta quinta-feira.
O desfecho do julgamento tem impacto direto no fluxo logístico, na distribuição de cartas e nas remessas comerciais que passam pelos centros de triagem e pelas agências postais no estado e na capital de São Paulo.
A redação do Diário SP vai acompanhar como será feito o calendário de reposição das horas não trabalhadas e a normalização dos serviços de atendimento e envio em território paulista.
Fontes
TST decide que greve dos Correios não é abusiva (Poder360)primária(24/09/2026)
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