Relator vota contra abrir investigação e afastar Paulo Gonet por caso do Banco Master
Subprocurador Francisco Sanseverino afirmou faltar indícios mínimos para designar apuração criminal sobre o chefe do MPF

A decisão no Conselho Superior do Ministério Público define se a cúpula da instituição abre processo interno contra seu próprio comandante.
O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino votou contra a abertura de procedimento investigativo para apurar a conduta de Paulo Gonet, procurador-geral da República, em apurações ligadas ao Banco Master. O relator também se manifestou pela permanência do chefe do Ministério Público Federal na condução do caso.
A deliberação ocorre no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), em Brasília. O órgão analisa um pedido formal apresentado por parlamentares do partido Novo, que solicitaram o afastamento do chefe da instituição após a citação de seu nome em comunicações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao apresentar seu voto, Sanseverino rejeitou a designação de um colega subprocurador para conduzir uma apuração criminal sobre Gonet, justificando que não constam elementos mínimos de autoria e materialidade nos documentos apresentados. Pela condição de alvo do pedido, Gonet não participou da sessão, que passou a ser conduzida pelo vice-presidente do colegiado, Nicolao Dino.
As suspeitas surgiram a partir de relatórios da Polícia Federal que registraram mensagens trocadas entre advogados e o banqueiro, além de supostos pedidos envolvendo custeio de viagem a Londres para o filho do procurador-geral. O caso também ganhou repercussão após a circulação de imagem em que Gonet e Vorcaro aparecem juntos, embora o procurador-geral tenha afirmado anteriormente não manter vínculo de amizade com o empresário.
Gonet nega qualquer irregularidade ou favorecimento e chegou a defender perante o Supremo Tribunal Federal a anulação do relatório elaborado pela autoridade policial. No âmbito administrativo, o procurador-geral criou um grupo de trabalho para atuar nos processos relativos ao banco, diluindo as decisões.
A redação acompanha o término da votação dos demais conselheiros do colegiado do Ministério Público Federal e os desdobramentos de eventuais recursos apresentados pelos autores da representação.
O outro lado
Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.
Paulo Gonet— Respondeu em 25 de setembro de 2026
O procurador-geral da República negou irregularidades, rechaçou proximidade ou amizade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pediu a anulação do relatório policial no STF alegando usurpação de competência na investigação.
Fontes
Relator vota contra abertura de investigação sobre Gonet e afastamento do procurador do caso Master (Folha · Poder)primária(25/09/2026)
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