28 de setembro de 2026

Diário SP

As informações do Estado e da cidade de São Paulo

Fato apuradoVerificado pela redação com documentos e fontes que se sustentam.
Alegação não julgadaAcusação ou denúncia ainda sem decisão. Publicamos com o outro lado.
Em abertoApuração em andamento. Falta informação que já pedimos e ainda não veio.
Brasil · InvestigaçãoAlegação não julgada

PF pediu duas vezes afastamento de Carlos Brandão em inquérito sobre desvios no Maranhão

Investigação aberta a partir de dados do Coaf apura repasses suspeitos em contratos estaduais e municipais

Por Redação Diário1 min de leitura
PF pediu duas vezes afastamento de Carlos Brandão em inquérito sobre desvios no Maranhão

Inquérito em tramitação no STF analisa suspeitas de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas à família do governador maranhense.

A Polícia Federal solicitou por duas vezes à Justiça o afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), no âmbito de uma apuração sobre desvio de recursos públicos. Os pedidos não foram acolhidos. A corporação também requereu mandados de busca e apreensão contra o chefe do Executivo estadual, a filha dele e dois de seus irmãos.

A investigação foi instaurada em 2024 a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontaram movimentações atípicas, concentradas principalmente em Colinas (MA). Conduzido em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), o caso apura a prática de corrupção passiva, organização criminosa, fraudes em licitações, crimes tributários e lavagem de dinheiro. Por envolver autoridades com foro especial, o processo tramitou inicialmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e posteriormente seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Segundo a apuração policial, empresas ligadas ao grupo familiar do governador teriam firmado 237 contratos entre 2015 e 2024 com o governo estadual e com a Prefeitura de Colinas, totalizando cerca de R$ 100 milhões. A CGU apontou indícios de direcionamento em concorrências públicas. A apuração sustenta que parte das firmas operava com pessoas interpostas para viabilizar repasses de contratos a outras companhias do grupo e quitar despesas pessoais.

O processo ainda está em fase de inquérito e não conta com julgamento de mérito, prevalecendo a presunção de inocência de todos os citados. Em nota, a defesa do governador Carlos Brandão declarou que não teve acesso integral aos relatórios por estarem sob segredo de Justiça e rechaçou qualquer acusação de prática criminosa.

A redação acompanha os desdobramentos da apuração no Supremo Tribunal Federal e monitora eventuais decisões processuais sobre as medidas cautelares solicitadas.

O outro lado

Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.

Carlos Brandão— Respondeu em 24 de setembro de 2026

A defesa afirmou que não teve acesso aos relatórios sob segredo de Justiça e rechaçou qualquer acusação de prática criminosa.

Marcus Brandão— Procurado, não respondeu

A reportagem procurou o citado e não obteve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.

Representantes das empresas Vigas Engenharia e EMA— Não foi localizado

Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.

Governo do Estado do Maranhão— Respondeu em 24 de setembro de 2026

O governo sustentou que o uso de valores atrelados ao Fundef referiu-se a juros de mora dos precatórios, recurso que pode ser direcionado a obras de infraestrutura.

Fontes

PF pediu afastamento de governador do Maranhão em inquérito sobre desvio de recursos (Folha · Poder)primária(24/09/2026)

Se você foi citado nesta reportagem e quer responder, use o formulário de direito de resposta. Encontrou um erro? Escreva para a redação — correções ficam registradas em /correções.