Pessoas de menor renda são 3 vezes mais vulneráveis a apostas, afirma Padilha
Ministério da Saúde aponta que mais de 1,3 milhão de pessoas pediram bloqueio de CPF contra plataformas

Medidas federais e atendimentos do SUS têm reflexo direto sobre a rede pública de saúde e as famílias de São Paulo.
Pessoas com menor faixa de renda apresentam uma vulnerabilidade três vezes superior ao vício em jogos de apostas on-line, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A avaliação ocorreu durante a divulgação de ações do governo federal voltadas a proibir a atuação de empresas do setor no país.
De acordo com os dados apresentados pela pasta, os jogos eletrônicos se consolidaram como uma questão de saúde pública, provocando prejuízos na renda familiar, no bem-estar psicológico e na convivência doméstica. Mais de 1,3 milhão de cidadãos já solicitaram o mecanismo de autoexclusão, que bloqueia o CPF em plataformas de apostas e impede o envio de materiais publicitários. Deste contingente, 51% relacionaram a decisão a questões diretas de saúde, e 35% relataram perda de controle.
A procura por atendimento psicológico e psiquiátrico remoto somou 170 mil acessos por meio do Meu SUS Digital para a realização de autotestes. Embora a maior parcela de apostadores seja composta por homens, mais de 60% das buscas por teleatendimento foram feitas por mulheres afetadas pelo impacto financeiro e emocional causado por familiares envolvidos no jogo. O Sistema Único de Saúde estruturou a capacidade para realizar 100 mil teleatendimentos mensais nessa área.
O Executivo federal editou uma medida provisória para proibir as atividades do setor, vetando novos depósitos e fixando o prazo de 5 de outubro para o resgate de saldos por parte dos usuários. O bloqueio integral dos endereços virtuais está previsto para 6 de outubro, além do envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para criminalizar a operação de apostas. A medida provisória depende de aval do Legislativo em até 120 dias.
A redação vai acompanhar a tramitação da medida provisória e do projeto de lei no Congresso Nacional, além de verificar os reflexos da demanda por atendimento na rede municipal e estadual de saúde em São Paulo.
Fontes
Padilha diz que pobres são 3 vezes mais vulneráveis ao vício em bets (Poder360)primária(26/09/2026)
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