IPCA-15 sobe 0,70% em setembro pressionado por energia elétrica e alimentos
Em São Paulo, o índice avançou 0,73%, impulsionado pelo fim do bônus tarifário na conta de luz

A alta na conta de luz e em itens básicos como o tomate pressiona diretamente o orçamento das famílias paulistas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,70% em setembro de 2026. O resultado reverte a deflação de 0,40% observada em agosto e eleva o acumulado em 12 meses para 4,47%, patamar superior aos 4,24% computados no ciclo imediatamente anterior. No acumulado do ano, a variação do indicador chega a 3,82%.
O grupo Habitação exerceu o principal impacto sobre o resultado geral ao subir 2,07%, puxado expressivamente pela energia elétrica residencial, que aumentou 7,42% no mês. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o encarecimento na conta de luz decorre do término da aplicação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas de agosto, aliado à permanência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
No recorte da Região Metropolitana de São Paulo, a prévia da inflação teve avanço de 0,73% em setembro, alinhada à tendência de pressão nos custos de moradia e serviços básicos. Entre as 11 regiões pesquisadas nacionalmente, Goiânia registrou a maior alta, com 0,95%, enquanto Recife teve a menor taxa, marcando 0,44%.
Outros setores de peso no consumo familiar também apresentaram variações positivas. O segmento de Transportes avançou 0,60%, influenciado pelo aumento de 9,82% nas passagens aéreas e pela alta da gasolina (0,30%), a despeito das quedas no óleo diesel (-0,78%) e no etanol (-0,22%). Já o grupo Alimentação e bebidas subiu 0,40%, pressionado pelo salto de 20,76% no preço do tomate, de 2,39% no arroz e de 1,30% nas carnes, enquanto feijão-carioca (-6,33%) e cebola (-4,41%) registraram alívio.
Todos os nove grupos que compõem o índice fecharam o mês em terreno positivo, com Despesas pessoais anotando alta de 0,96%, puxada pelo reajuste dos cigarros, e Educação marcando a taxa mais baixa, de 0,03%. O indicador avaliou preços levantados entre 15 de agosto e 15 de setembro, contemplando famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos.
A redação acompanhará a divulgação dos dados consolidados do IPCA fechado para avaliar o impacto contínuo das tarifas de energia e dos alimentos nas contas públicas e no poder de compra da população paulista.
Fontes
Prévia da inflação sobe 0,70% em setembro, pressionada pela energia (Poder360)primária(25/09/2026)
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