24 de setembro de 2026

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Governo Lula vê acordo liderado pelos EUA como brecha para interferência na América Latina

Planalto avalia que pacto firmado por 15 países extrapola o combate a facções e mira minerais estratégicos

Por Redação Diário1 min de leitura
Governo Lula vê acordo liderado pelos EUA como brecha para interferência na América Latina

O debate sobre soberania e controle de organizações criminosas como o PCC impacta a segurança pública e as diretrizes federais.

O Palácio do Planalto manifestou preocupação com a declaração do Escudo das Américas, documento assinado por 15 nações sob coordenação dos Estados Unidos durante a Assembleia Geral da ONU. Na avaliação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os termos acordados ultrapassam o enfrentamento conjunto ao crime organizado e podem servir como instrumento de ampliação da ingerência norte-americana na América Latina.

O documento multilateral está estruturado em três eixos principais: econômico, segurança e coordenação internacional. O ponto de maior sensibilidade para as autoridades federais está na proteção das cadeias de fornecimento de minerais críticos com base em fornecedores considerados confiáveis. O Brasil detém a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, e a diplomacia nacional vê risco de esses recursos serem reclassificados sob o prisma de segurança por Washington.

O cenário diplomático também envolve atritos recentes sobre segurança interna. Poucos dias antes da reunião, a Casa Branca encaminhou ao Congresso norte-americano um documento no qual apontou falhas do Executivo brasileiro no combate a facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O relatório cobrou providências urgentes das autoridades nacionais, ainda que não tenha categorizado o território brasileiro como produtor ou rota oficial de entorpecentes.

Em resposta durante pronunciamento nas Nações Unidas, o presidente Lula destacou que o país possui mecanismos próprios para enfrentar o crime organizado, citando a Lei Antifacção e a operação Carbono Oculto. O mandatário rejeitou a ingerência de forças externas nas fronteiras nacionais e defendeu medidas bilaterais com foco exclusivo na contenção do tráfico de armamentos e dos fluxos financeiros ilícitos.

A redação acompanhará a tramitação do pedido dos Estados Unidos para abertura de consultas no âmbito do Tratado do Rio perante a Organização dos Estados Americanos e os desdobramentos das diretrizes de segurança nas fronteiras nacionais.

Fontes

Governo Lula vê Escudo das Américas como brecha para os EUA na região (Poder360)primária(23/09/2026)

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