Polícia apura morte de engenheira da Marinha e suspeita de fraude processual em base na capital
Corpo da oficial foi levado a hospital universitário antes de trabalho pericial; médica se recusou a atestar o óbito

Investigação quer saber como a oficial morreu e por que o local do fato não foi preservado para a perícia.
A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam a morte da tenente e engenheira mecânica Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, ocorrida em uma base militar localizada na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital. O boletim de ocorrência foi lavrado como morte suspeita e apura eventual prática de fraude processual, devido à remoção do corpo antes da realização de perícia no local.
Beatriz atuava no Centro de Pesquisas da Marinha, sediado no campus universitário. De acordo com o registro feito no 7º Distrito Policial (Lapa), o corpo da tenente foi encontrado em um alojamento e retirado por uma capitã, que se apresentou como médica da corporação militar, e transportado até o Hospital Universitário da USP, unidade vizinha à base.
No hospital, a médica de plantão se recusou a lavrar a declaração de óbito após constatar que a paciente já havia chegado ao endereço sem vida. Policiais militares acionados para atender a ocorrência relataram que a mulher já aparentava ter falecido havia algum tempo, inviabilizando o atesto direto pela equipe do pronto-socorro sem a verificação pericial prévia.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou que a Polícia Militar esteve no Hospital Universitário após o impasse sobre o atestado. Como o fato ocorreu no interior de uma dependência sob jurisdição federal, as diligências formais e os inquéritos pertinentes ficarão sob a responsabilidade conjunta da Polícia Federal e da Marinha do Brasil, com solicitação de exames periciais complementares.
A redação do Diário SP vai acompanhar os desdobramentos das apurações periciais sobre a causa da morte, as conclusões dos laudos toxicológicos e necroscópicos e os esclarecimentos oficiais das Forças Armadas a respeito dos procedimentos adotados para a retirada do corpo.
O outro lado
Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.
Marinha do Brasil— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Polícia Federal— Resposta solicitada
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Universidade de São Paulo (USP)— Resposta solicitada
Não foi possível localizar o citado para comentar. O espaço segue aberto.
Fontes
Engenheira da Marinha morre em base militar em SP e corpo é levado para hospital antes da perícia, diz boletim de ocorrência da polícia (g1 São Paulo)primária(25/09/2026)
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